domingo, dezembro 25, 2005





Eu vou torcer pela paz, pelo amor, pela alegria, pelo sorriso
Eu vou torcer pela amizade, pelo céu azul, pela dignidade
Pela tolerância, pela natureza, pelos meninos, pelas meninas
Por mim, por você: eu vou torcer, eu vou torcer..."

Jorge Benjor

«O tempo da festa tem sido celebrado ao longo da história dos homens como um tempo de utopias. Tempo de fantasias e de liberdades, de ações burlescas e vivazes, a festa se faz no interior de um território lúdico onde se exprimem igualmente as frustrações, revanches e reivindicações dos vários grupos que compõem a sociedade». (Priore 1994, p. 9)



Feliz 2006!!!!

Na foto a Congada da Lapa. Amanhã é dia de São Benedito, padroeiro da congada, mas pelo visto a congada não sai. Pena, porque é bonito...

http://www.cidadania.org.br/conteudo.asp?conteudo_id=4246

http://www.povo.it/ars/0dot11/valde1.htm

domingo, dezembro 18, 2005



Cartão de Natal

João Cabral de Melo Neto

Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de võo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:


que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.

domingo, dezembro 11, 2005





"Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve. "


Cecília Meireles, Leveza


Assustada, perdida na calçada,
a pequena andorinha cola-se
ao meio fio

Joana igualmente assustada oferece alpiste, farelo de pão.

Receosas as duas
bichos novos
conhecendo-se.

Poucas horas e a pequena já arrisca passos confiantes no quintal,
pequenos vôos, em breve estará forte o bastante
para ir embora, é preciso avisar Joana.

O céu é grande, a vida curta,
o tempo morre em gaiolas.

Não demora Joana é quem voa.

sábado, dezembro 10, 2005




Nada disfarça o apuro do amor.
Um carro em ré. Memória da água em movimento. Beijo.
Gosto particular da tua boca. Último trem subindo ao
céu
Aguço o ouvido.
Os aparelhos que só fazem som ocupam o lugar
clandestino da felicidade.
Preciso m atar ao velame com as próprias mãos.
Sirgar.
Daqui ao fundo do horto florestal ouço coisas que
nunca ouvi, pássaros que gemem.

Ana Cristina Cesar



terça-feira, dezembro 06, 2005





O grão do desejo quando cresce
É arvoredo, floresce
Não tem serra que derrube
Não tem guerra que desmate
Ele pesa sobre a terra
Mais que a lei da gravidade

E quando faz um amigo
É tão leve como a pluma
Ele nunca põe em risco
A felicidade

Quando chegar dê abrigo
Beijos, abraços, açúcar
Só deseja ser comido
O desejo é uma fruta
E com ele não relute
Pois quem luta
Não conhece a força bruta
Nem todo mal que ele faz

Satisfeito é uma moça
Sorrindo, feliz e solta
Beije o desejo na boca
Que o desejo é bom demais

Mais que a lei da Gravidade, Paulinho da Viola e Capinan

...porque hoje eu quero uma pausa de mil compassos...