sábado, dezembro 10, 2005




Nada disfarça o apuro do amor.
Um carro em ré. Memória da água em movimento. Beijo.
Gosto particular da tua boca. Último trem subindo ao
céu
Aguço o ouvido.
Os aparelhos que só fazem som ocupam o lugar
clandestino da felicidade.
Preciso m atar ao velame com as próprias mãos.
Sirgar.
Daqui ao fundo do horto florestal ouço coisas que
nunca ouvi, pássaros que gemem.

Ana Cristina Cesar



2 Comments:

Blogger virna said...

a ana cristina é sempre atual, sempre bem vinda. e te convido para conhecer o novo papel de rascunho, agora redecorado:
http://papelderascunho.net
e se pude atualizar o link, agradeço.
um beijo

1:54 AM  
Anonymous leila said...

Lindo o poema, a foto bárbara. meu beijo.

8:52 PM  

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