
pausa
depois o ruido
monótono do
relógio
e a torneira aberta
gotejando o tempo
nasce aqui
entre paredes brancas
e aqui mesmo perde-se
na transparência de dias iguais
a idéia é clara
cheira a alvejante, lavanda
pinho, puro reflexo
na superfície polida
um mundo sem sombras
e sem cor - pesado, medido ,
preciso
despido de máscaras
e tintas -
mas os olhos ligam estrelas
e decifram desenhos de sol
o sentido da vida, a palavra
grávida, o futuro
6 Comments:
Belo retorno, Neisy! Gostei muito! Não desapareça novamente. Este espaço faz falta.
Ei, seu marido sabe o que é bom, já que ele gosta de Dylan. :-)
Beijão pra ti!
veio com olhos de futuro, que bom!
Beijo e saudades.
paredes e as folhas em branco. em suspenso. a pausa e logo, o retorno.
um beijo
Um ano se passou, e eu estou de volta. Espero contar com sua visita novamente, ok?
Um grande abraço!
Saudade de você, Neysi! Volta logo, volta! Beijão.
..."os olhos decifram desenhos..."
..."palavra grávida"...
Muito bonitos teus poemas!...
Abraços alados azuis.
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