terça-feira, setembro 12, 2006





pausa



depois o ruido
monótono do
relógio
e a torneira aberta
gotejando o tempo

nasce aqui
entre paredes brancas
e aqui mesmo perde-se
na transparência de dias iguais

a idéia é clara
cheira a alvejante, lavanda
pinho, puro reflexo
na superfície polida

um mundo sem sombras
e sem cor - pesado, medido ,
preciso
despido de máscaras
e tintas -

mas os olhos ligam estrelas
e decifram desenhos de sol
o sentido da vida, a palavra
grávida, o futuro

6 Comments:

Blogger Alessandro said...

Belo retorno, Neisy! Gostei muito! Não desapareça novamente. Este espaço faz falta.

Ei, seu marido sabe o que é bom, já que ele gosta de Dylan. :-)

Beijão pra ti!

12:12 AM  
Anonymous Anônimo said...

veio com olhos de futuro, que bom!
Beijo e saudades.

1:28 PM  
Blogger virna said...

paredes e as folhas em branco. em suspenso. a pausa e logo, o retorno.
um beijo

1:23 AM  
Anonymous Anônimo said...

Um ano se passou, e eu estou de volta. Espero contar com sua visita novamente, ok?
Um grande abraço!

11:28 PM  
Blogger dade amorim said...

Saudade de você, Neysi! Volta logo, volta! Beijão.

12:23 AM  
Blogger ANALUKAMINSKI PINTURAS said...

..."os olhos decifram desenhos..."
..."palavra grávida"...

Muito bonitos teus poemas!...

Abraços alados azuis.

11:09 PM  

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