sábado, fevereiro 11, 2006



"Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma faiá"



Me pergunto
Onde é que foi parar
A minha fé, a fé, a fé

Voltou pra casa a pé
E ainda não chegou
Espero na janela
Tento não me preocupar
Com ela
Mas a fé
Sabe como é que é?
Acredita em qualquer um
Tudo pra ela é comum
Tudo com ela é viável
E eu aqui um tanto instável
Meio no claro,
Meio no escuro
Enquanto procuro acreditar
Na leveza,Na cidade
Na beleza que me invade
Na bondade dos automóveis
Enquanto imóveis
Em suas garagens

Me pergunto
Onde é que foi parar
A minha fé, a fé, a fé

Nos tratados Nas palavras
Nos portões da tua casa
Nos transportes coletivos
Na pureza das torcidas
Gritando seus adjetivos
Me quebro
Tropeço no escuro
E ainda procuro
A minha fé

Minha Fé, Lucina e Zélia Duncan



4 Comments:

Blogger Marilia Kubota said...

Emprestar meu poema ? Claro! Posso até fazer um doação pra caixinha da igreja.
beijo
Marilia

7:43 PM  
Anonymous Anônimo said...

Benditas coisas que eu não sei...ditas...escritas...transcritas...letradas...fotografadas...faladas...bemditas sejam!

Manu

12:23 AM  
Blogger Alessandro said...

Neysi, querida...

Fé é complicado... na hora em que bate aquele desânimo e a gente não acredita mais em muita coisa... putz... fé é importante. É preciso que haja fé em si mesmo.

Apesar do cansaço, eu tenho.

Beijão!!

2:26 PM  
Anonymous Anônimo said...

...grandes antenas captando um pouco do céu...Pura Poesia!

3:11 PM  

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