quarta-feira, janeiro 26, 2005



Chuva

NICOLÁS GUILLÉN

Sob o céu cor de chumbo
de uma tarde chuvosa,
chora a água com lágrima
monótona.

Olho pelas vidraças
as árvores nervosas
se enfeitarem com filas
de gotas.

O arroio transbordou,
inundou quatro choças.
(Sobressalta-me a odisséia desta formiga,
afogada numa rosa.)


Lluvia

Bajo el cielo plomizo
de la tarde lluviosa,
llora el agua con lágrima
monótona.

Miro tras los cristales
las ramas temblorosas
enjoyarse con sartas
de gotas.

Se desbrodó el arroyo, inundó cuatro chozas.
(A mí me sobresalta la odisea de esta hormiga,
ahogada en una rosa.)


Para lavar a alma, para transbordar os rios, para molhar as plantas,para arrastar o lixo, para esconder a lágrima, para atrapalhar o trânsito, para esfriar os ânimos e, com sorte, colorir com um arco íris a tarde....chove sobre a cidade
(Previsão do Tempo)